AULA 5 - Microcontroladores - Engenharia: mudanças entre as edições

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===EXEMPLO 5: Acionando leds em função da luminosidade do local ===
===EXEMPLO 5: Acionando leds em função da luminosidade do local ===
   
   
Utilizaremos agora um '''fotoresistor''', ou LDR:
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Edição das 15h44min de 4 de maio de 2022

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PLANO DE AULA


CARGA HORÁRIA: 5 h
CARGA HORÁRIA TEÓRICA: 2 h CARGA HORÁRIA PRÁTICA: 3 h

MATERIAIS

Por aluno:

  • 1 placa Arduino Uno
  • cabo de comunicação/alimentação USB
  • 1 computador PC com software Arduino IDE instalado
  • 1 proto shield para montagens
  • 1 potenciômetro;
  • 1 resistor de 200 Ω
  • 1 resistor de 10kΩ
  • 1 led vermelho;
  • 1 sensor de temperatura NTC;
  • 1 sensor de temperatura LM35;
  • cabos fêmea-macho

METODOLOGIA

  • Exposição dialogada dos conteúdos disponíveis, em projetor multimídia.
  • Navegação assistida em outros sites e portais, de conteúdos relacionados.
  • Montagens práticas e desenvolvimento em computador de aplicativos.
  • Testes de verificação e validação.


Portas Analógicas

É possível ler grandezas analógicas com o Arduino, além de valores digitais.

Para isto, existem 6 Portas analógicas para ENTRADA de dados:

  • A0 (pino 14),
  • A1 (pino 15),
  • A2 (pino 16),
  • A3 (pino 17),
  • A4 (pino 18) e
  • A5 (pino 19).

Não é necessário definir-se na função setup( ) se as portas serão usadas como entrada, ou saída.

A função de leitura das portas analógicas é a analogRead( PORTA )

  O microcontrolador do Arduino dispõe de um Conversor Analógico-Digital (ADC) de 10 bits, o que significa capacidade de quantificar 1024 patamares de valor: 0 a 1023. 

Ou seja, as tensões analógicas de entrada, que devem variar de 0 a 5 V, são quantificadas como:

  • 0 - correspondente ao valor de 0 V (GND)
  • 1 - correspondente ao valor de 1x(5 V - 0 V)/1024 = 0,0048828125 V
  • 2 - correspondente ao valor de 2x(5 V - 0 V)/1024 = 0,009765625 V
  • 3 - correspondente ao valor de 3x(5 V - 0 V)/1024 = 0,0146484375 V
  • ...
  • 1023 - correspondente ao valor de 5 V (VCC)


O programador deve saber como interpretar o número digital da conversão. Desta forma, podem ser lidos os mais variados sensores, desde que eles gerem um sinal de tensão de até 5V (limite permitido).

Adc.jpg

A frequência de amostragem fs depende da velocidade do microcontrolador Atmega (normalmente, 16 MHz), do número de bits da palavra, da velocidade de clock do conversor A/D.

Um valor típico é de 125 KHz / 13 bits por amostra = 9600 amostras por segundo.


EXEMPLO 1: lendo dados de um potenciômetro

Analog1.jpg

Para ler os valores diretamente em Volts:

void setup()
{ 
  Serial.begin(9600);
}

void loop()
{ 
   float valt;
   int val = analogRead(0);
  
   valt = (val*5.0)/1023;

   Serial.println(valt);

 }

EXEMPLO 2: lendo dados do potenciômetro para temporizar acionamento de led

Analog2.jpg

Sensores

A leitura de valores analógicos é fundamental, porque a maioria dos sensores e transdutores fornece valor analógico, como saída.

MIC2sensores.png

O que é um sensor?

O que é um transdutor?

Circuitos com Sensores e Arduino

EXEMPLO 3: lendo um NTC e utilizando a equação de Steinhart-Hart

Termistor é um resistor cuja resistência varia em função da temperatura (Kelvin).

Há duas categorias de termistores: PTC (positive thermal coefficient), que aumenta sua resistência elétrica com o aumento da temperatura e o NTC (negative thermal coefficient), que diminui a resistência elétrica com o aumento da temperatura.

Analogntcptc.jpg

Vale ressaltar que Termistores não são polarizados.

Especificações e características:

– Tensão de operação: 3,3 ou 5VDC

– Faixa de medição: -55°C a 125° celsius

– Precisão: ±1%

– Dissipação típica constante: 2mW/° celsius

Experimento:

Utilizar o Termistor NTC 10K (Sensor de Temperatura) em conjunto com o Arduino e medir a temperatura ambiente.

Como a temperatura é medida em função da resistência do NTC, é necessário utilizar-se a equação de Steinhart-Hart para correção do valor lido:

Analog3.jpg
Analog4.jpg


Porém, como tudo no Arduino, existe uma biblioteca específica para uso com o termistor, a Thermistor.h.

Aí, o problema se resume a incluir a biblioteca e rodar seus métodos. Por exemplo:


#include <Thermistor.h> //inclusão da biblioteca
Thermistor temp(2); //objeto do tipo Thermistor, conectado à porta analógica A2
void setup() {
 Serial.begin(9600); //inicializa a Serial
 delay(1000);  
}
void loop() {
  int temperature = temp.getTemp(); //VARIÁVEL QUE RECEBE TEMPERATURA CALCULADA PELA BIB.
  Serial.print("Temperatura: "); //IMPRIME O TEXTO NO MONITOR SERIAL
  Serial.print(temperature); //IMPRIME NO MONITOR SERIAL A TEMPERATURA MEDIDA
  Serial.println("*C"); //IMPRIME O TEXTO NO MONITOR SERIAL
  delay(1000); //INTERVALO DE 1 SEGUNDO
}

EXEMPLO 4: lendo o sensor de temperatura LM35

LM35 é um

AnalogLM35.jpg

Código:

 void setup()
{ 
  Serial.begin(9600);
}
 
void loop()
{
  float temp=analogRead(0);
  float temperatura = 100*temp*(5.0/1023);

  delay(100);
  Serial.print("Temperatura [oC]: ");
  Serial.println(temperatura);

}

EXEMPLO 5: Acionando leds em função da luminosidade do local

Utilizaremos agora um fotoresistor, ou LDR:

MIC2ldr.png


const int limite_claridade= 716; // 70% do valor de fundo de escala de 1023
const int led = 4;  // pino digital do led
const int chave=9;        // pino onde esta a chave/botao

void setup() {
 pinMode(led, OUTPUT);
 pinMode(chave, INPUT);
}

void loop() {
 int sensor=analogRead(3);
 if (sensor <= limite_claridade) 
   digitalWrite(led, HIGH);
 else
   digitalWrite(led, LOW);
   
 
 if (digitalRead(chave)==LOW) 
   digitalWrite(led, HIGH);
 else
   digitalWrite(led, LOW);    

  
}


Neste outro exemplo, quando diminui a luminosidade no fotoresistor, o Arduino aciona das lâmpadas de emergência, no caso, leds.


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