Democratização do Conhecimento e a Tecnologia
Apresentação via videoconferência para município de Cachoeira - Pólo da UAB - Texto em elaboração pelo prof. Jesue G. da Silva
Democratização do conhecimento e a tecnologia
No início o conhecimento de um povo era transmitido pelos mais velhos através de estórias.
A transmissão do conhecimento através de lendas e narrativas acontece ainda hoje em algumas tribos indígenas brasileiras.
As primeiras manifestações de registro da vida dos povos primitivos podem ser encontradas em cavernas através de ícones que representam o dia a dia do grupo.
Com a invenção da escrita há pouco mais de 4 mil anos antes de Cristo o conhecimento pode ser registrado.
No entanto, apenas poucos tinham acesso aos livros, reproduzidos manualmente pelos escribas e confinados aos membros de uma elite do clero e da nobreza.
Com o aperfeiçoamento da imprensa por Johannes Gutenberg por volta de 1450, tivemos aumento gigantesco nas publicações – Mesmo assim não é possível falarmos em democratização do conhecimento, uma vez que a maioria da população era analfabeta, a universalização do ensino era um sonho. A nobreza e o clero tiveram mais acesso à publicações. Houve ampliação do acesso. A maioria dos livros reproduzidos era a Bíblia.
A internet vem fazendo hoje o que a imprensa fez no século XV. Mas com uma grande diferença. No mundo todo houve redução drástica do analfabetismo.
A internet começou a ser utilizada na década de 80 apenas por cientistas ligados a pesquisa sobre energia nuclear. Na figura vemos o primeiro servidor web, um NeXTcube usado por Berners-Lee no CERN. A configuração atual foi acordada no início da década de 90 com o Protocolo de Internet (IP). Regras internacionais foram estabelecidas.
Lembro-me que, quando aluno da engenharia mecânica na UFSC, no ano de 1991 o prof. Prata viajou para a França e escreveu seu e-mail no quadro, caso quiséssemos falar com ele durante aquele mês. Prof. Prata não recebeu um só e-mail. Foi a primeira vez que pude ter contato direto com essa possibilidade de comunicação à distância. No CEFET-SC, Unidade São José pude ter meu primeiro endereço de e-mail no ano de 1997.
No Brasil já são 10 milhões de habitantes conectados à banda larga. O número de conexões desse tipo cresceu 50% do ano de 2007 para 2008. A população brasileira passou a ter acesso ao mesmo tipo de conteúdo que apenas era reservado a uma elite. São 40 milhões de cidadãos conectados. O Brasil é o sexto país do mundo em número absoluto de usuários.
Um computador é vendido a cada 3 minutos no Brasil. Empresas como a Positivo apostaram no computador para a classe C, a preços populares. Nunca se vendeu tantos laptops. Hoje, metade dos computadores do mundo são notebooks. São um bilhão de pessoas no mundo usando a rede de computadores.
No futuro, com o aumento da cobertura da internet sem fio, o acesso à internet poderá ser realizado em praticamente qualquer lugar. A tendência é o uso de programas diretamente na internet guardados em grandes servidores – netbooks.
Mas apesar de aumentar de forma vertiginosa, o acesso a conexões de banda larga ainda é restrito e desigual entre as regiões brasileiras.
Apesar de um em cada 4 usuários já ter conexão em banda larga, a falta de disponibilidade de banda larga em todas as cidades brasileiras é um entrave. O CEFET-SC enfrenta hoje situação interessante. Enquanto 3 unidades possuem conexão de 1 Giga em fibra ótica, 3 unidades possuem conexão em banda larga e uma delas – Chapecó ainda possui apenas conexão via rádio. Isso ainda tem dificultado a realização de videoconferências com a qualidade esperada.
A tendência é que daqui a alguns anos teremos acesso à internet tão rápida e tão fácil de utilizar quanto ligar uma televisão em nossas casas. Mais de 90% dos lares brasileiros possuem televisão.
Após superado o período de transição, a TV digital permitirá maior interação com a programação e será uma interessante forma de assimilação das novas tecnologias pelas classes mais populares. Nem todos terão acesso á TV digital no primeiro momento.
Se a internet rápida for disponibilizada com a mesma facilidade do sinal aberto de televisão, então daremos um grande passo rumo a democratização do conhecimento.
Até há alguns anos, colocar uma televisão em cada escola brasileira com um videocassete e uma parabólica era o projeto principal da Secretaria de EAD do MEC. Mas isso ainda não foi possível apesar de todo esforço do projeto TV Escola. Há ainda cerca de 17 mil escolas sem energia elétrica no país. Essa é uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE.
Quando falamos em tecnologia e democratização do conhecimento temos que considerar também a invenção do telefone, do telégrafo, do rádio e da televisão que também contribuíram historicamente para tanto.
Todas essas tecnologias reunidas e combinadas permitem realização de cursos EAD de diversas formas:
• Satélite – Transmissão de tele-aulas com sinal digital; • Vídeo-aulas – Aulas pré-formatadas para reprodução; • Impressos – Livros didáticos e atividades de aprendizagem; • Internet – Uso progressivo de ambientes virtuais de aprendizagem; • Videoconferência – Aulas, defesas e atividades interativas; • Telefonia convencional – Monitoria, tutoria, call center, etc; • Telefonia Móvel – 3G
O objetivo da apresentação não é defender a EAD, mas gostaria de registrar nossa experiência no CEFET-SC em relação ao tema. Quando o professor aprende a utilizar os recursos multimídia envolvidos na EAD ele transfere esse conhecimento na preparação das suas aulas presencias.
Dentro de todas as tecnologias disponíveis é evidente que o uso dos computadores pessoais conectados à internet e dos celulares vem tomando dimensões extraordinárias.
Podemos analisar quanto tempo as invenções demoram a serem utilizadas por mais de 50 milhões de pessoas. A eletricidade demorou 46 anos, o telefone demorou 35 anos, o rádio 22 anos, a televisão 26 anos, o computador pessoal 16 anos, a internet 4 anos, o celular 13 anos. Hoje o número de pessoas que possuem celulares é maior do que o número de pessoas que possuem computadores. O uso dos celulares com tecnologias do tipo 3G é a grande novidade para disseminação de conhecimento. A EAD tem mais uma possibilidade de disseminação de informações.
Atualmente, apenas uma pequena parte das escolas brasileiras tem suas salas de aula conectadas à internet.
Os professores que têm essa possibilidade já podem obter conteúdos digitais de alta qualidade utilizando ferramentas como o Google, wikipédia, blogs, ambientes virtuais, videoconferências etc.
A maior parte, no entanto ainda tem sérias dificuldades de acesso. Em muitas situações os alunos possuem acesso em casa e o professor não.
Para ampliar o acesso dos docentes a bibliotecas digitais de qualidade, o MEC tem tido iniciativas importantes nesse sentido. Durante alguns anos patrocinou o Portal e-Proinfo (repositório digital). Tem disponibilizado livros, teses no Domínio Público, Portal do Professor, Rived e mais recentemente o Portal da EPT – Inter-Red. Há ainda grandes repositórios de produção científica que podem ser acessados na CAPES e CNPq. Facilmente o professor conectado a banda larga já pode ter acesso a uma quantidade de informações nunca vista antes. Nem todas as cidades brasileiras têm boas bibliotecas, o que explica a importância dessas iniciativas de compartilhamento em escala nacional.
O Programa Federal de Inclusão Digital de setembro de 2008 prevê a implantação de um telecentro em cada um dos 5665 municípios brasileiros e será a maior rede pública de conexão à sociedade da informação. A rede federal de educação tecnológica participará do projeto com 30 pólos de pesquisa e inovação, manutenção e suporte.
Meu primeiro contato com um computador pessoal se deu em 1983 quando atuava como auxiliar de desenhista. O computador era ligado a uma televisão e a um gravador. O engenheiro utilizava o equipamento para realização de cálculo estrutural das vigas contínuas. Na Universidade nosso contato com computadores era através do NPD – núcleo de processamento de dados e através de alguns poucos equipamentos utilizados nos laboratórios, utilizado principalmente pelos bolsistas.
Quando comecei como professor no CEFET-SC no ano de 1993, as cópias das apostilas eram de qualidade lamentável. Havia um setor de produção gráfica que fazia a digitação do material criado pelo professor em máquina de escrever elétrica.
O professor reproduzia ilustrações de qualidade duvidosa e faziam assim seus textos didáticos.
Naquela época eu fazia a preparação em próprio punho usando como referências alguns poucos livros que utilizei na universidade e que eram disponíveis na biblioteca. Em 1997 os primeiros computadores foram adquiridos e a partir daí pude ter todo meu material digitalizado e ilustrado com programas especializados.
Atualmente, quando uma nova disciplina me é repassada, o primeiro passo é procurar o que existe disponível na internet. Também continuo usando alguns livros de referência. Com o uso do Portal wiki, todo link que é interessante e que possua material relacionado ao tema é rapidamente copiado e publicado na internet. Esse material completo já está a disposição do aluno a partir desse momento de construção. Os portais sociais tais como blogs e wikis têm permitido a construção coletiva. O aluno também contribui nesse processo.
Utilizo vídeo-aulas quando disponíveis. Quando não disponíveis organizamos a filmagem e edição no nosso laboratório de novas tecnologias educacionais - LEDIS. Produzimos animações em flash. Construímos uma página da disciplina com links para os principais arquivos.
Atualmente, no primeiro dia de aula meu aluno recebe um CD gratuitamente com todos os conteúdos da disciplina. Esse CD auto-executável possui uma pequena abertura em flash onde há link para os arquivos e uma apresentação dos conteúdos.
No último mês fizemos um trabalho interessante no Curso Técnico de Refrigeração. Solicitei aos colegas toda produção dos últimos 10 anos. Selecionamos o que era mais relevante, gravamos em PDF e reproduzimos 1 CD completo com todo conteúdo do curso para disponibilizar para os alunos. Nesse CD disponibilizamos vídeo-aulas de procedimentos práticos, apostilas, exercícios resolvidos, provas, animações em flash. Foi uma interessante forma de facilitar o acesso do conhecimento produzido por 15 professores em 10 anos de trabalho. Quanta diferença dos meus primeiros dias de trabalho no CEFET-SC. Praticamente iniciei a trabalhar no CEFET-SC quando as novas tecnologias estavam começando a serem utilizadas, o que facilitou em muito minha caminhada, pois pude ir aprendendo a utilizar as ferramentas e novas tecnologias sem medo, gradualmente.
Essa estória reflete bem o desafio e as transformações por que passam as instituições de ensino. O Brasil é tão grande que coexistem diferentes níveis de acesso às tecnologias. Há instituições que tem um computador por aluno e outras em que o mimeógrafo ainda é a principal ferramenta de reprodução.
Hoje os professores podem ampliar cada vez mais seu raio de ação. Sabemos que há professores brilhantes que mereceriam ser vistos por mais alunos do que suas poucas turmas. Hoje é possível disponibilizar o acesso a estes verdadeiros mestres com uso de videoconferências. O uso de filmadoras digitais, gravadores digitais é essencial para documentar essas apresentações para a posteridade. O site youtube tem muito material de qualidade duvidosa, mas com paciência é possível encontrarmos material de excelente qualidade.
Na Rede Federal, atualmente professores de diferentes estados podem produzir juntos conteúdos digitais em áreas similares. Fazemos isso com o Projeto Inter-Red, onde 10 Cefets brasileiros atuam na construção do Portal da Educação Profissional e Tecnológica.
No passado, os principais cursos EAD eram ministrados pelo instituto Monitor e Instituto Universal Brasileiro – década de 40. Havia também iniciativas da década de 20 com cursos de corte e costura por correspondência e cursos via rádio. Os cursos do IUB e do IM possuíam apenas material impresso. Chamamos isso de primeira geração da EAD. Com o tempo tivemos acesso às fitas de videocassete, logo depois os DVDs, agora temos cursos EAD com aulas interativas on-line, Telecursos, videoconferências, apresentações e interações produzidas em flash, fóruns e chats. A interação cresceu como nunca. A internet tornou mais fácil o acesso aos cursos EAD.
O material em EAD pode ser disponibilizado facilmente com a internet e o aluno pode interagir com o curso de forma síncrona ou assíncrona. Temos essas duas experiências no CEFET-SC.
No CEFET-SC temos ofertado cursos técnicos EAD para profissionais da Eletrosul onde os alunos têm parte teórica e parte presencial (práticas). Temos na Unidade São José cursos gratuitos de FIC a distância onde os alunos têm acesso aos conteúdos digitais e tiram suas dúvidas por telefone ou correio eletrônico. No Projeto UAB os alunos têm aulas via videoconferência e também recebem vídeo-aulas e livros para estudo individual. São centenas de alunos atendidos com previsão de triplicação nos próximos anos.
Segundo dados do ENAD o estudante de EAD é preponderantemente casado, tem filhos, é menos branco, mais pobre, contribui mais para o sustento da família, e tem pais com menor escolaridade em relação ao aluno de cursos presenciais.
As escolas brasileiras vêm se adaptando gradualmente para permitir o acesso à internet. O ritmo é desigual. Há no país escolas particulares com salas de aula em que cada aluno tem uma carteira digital e há as escolas onde as salas de aula são ao ar livre ainda. Esse quadro tem implicado em baixo rendimento dos alunos, elevada repetência e um elevado número de alunos semi-alfabetizados – os analfabetos funcionais.
Penso que a tecnologia utilizada em larga escala pode contribuir para a melhoria desse quadro.
Em um cenário ideal, professores bem pagos têm condições de adquirir computadores pessoais, bons DVD, bons livros. Escolas conectadas à internet de banda larga possibilitam acesso a conteúdos digitais de alta qualidade e que seus docentes se capacitem em cursos EAD espalhados pelo país.
Professores bem preparados podem utilizar de maior diversidade de recursos e estímulos pedagógicos para promover a formação de seus alunos.
Alunos podem acessar conteúdos das aulas de forma fácil nos portais wiki e ambientes virtuais. Canetas e cadernos especiais permitem que as anotações passem diretamente para a memória instalada na carteira. Um pen-drive permite que o aluno leve para casa esse material ou que simplesmente o disponibilize on-line em seu blog.
Programas de interação tais como MSN são utilizados nos horários extra-classe pelos alunos durante a realização das tarefas.
Nesse cenário os conteúdos estão disponíveis e são de fácil acesso tanto aos docentes quanto para os alunos.
O docente assume um novo papel. Ele não é mais o detentor sozinho da informação. O seu aluno também tem acesso às informações. No entanto, o aluno encontra-se diante de infinitas possibilidades de construir seu conhecimento. Mas nem sempre tem o discernimento de separar o conteúdo bom do conteúdo ruim.
O professor bem preparado pode orientar seus alunos a navegar em sites previamente selecionados. Auxilia o aluno a compreender o que é essencial dentro das centenas de informações recebidas ao se acionar o motor de busca do Google.
O professor faz a seleção do que realmente é informação útil para o aluno.
Gostaria de fazer uma breve distinção entre informação e conhecimento. Podemos compreender que conhecimento é oriunda da informação contextualizada. Quando isso acontece é possível a compreensão e a ação.
Quando temos uma tabela temos apenas dados. Um gráfico mostrando uma tendência passa a ser uma informação. Mas os resultados apresentados no gráfico analisados no contexto da instituição podem levar ao estabelecimento de ações concretas para melhoria do processo em análise. Nesse exemplo simples relacionamos um dado, uma informação e o conhecimento. Se percebermos graficamente que ao longo dos meses, a taxa de evasão está associada à falta de um programa de assistência ao educando então é possível agir para corrigir o problema.
Quando contextualizamos dado, informação e conhecimento, não podemos deixar de falar sobre Gestão do Conhecimento. A gestão do conhecimento pode ser compreendida como um processo que ajuda as organizações a identificar, selecionar, organizar, disseminar, transferir e aplicar informações e experiências importantes que fazem parte da memória da organização e que normalmente encontram-se dentro da organização de uma maneira desorganizada.
Sua origem está associada à própria evolução da sociedade que vivemos. Passamos pela revolução agrícola, revolução industrial e agora vivemos a revolução da informação, detectada por Alvin Toffler na década de 70.
O CEFET-SC é o único da rede federal de EPT a possuir uma Diretoria específica para tratar da Gestão do Conhecimento. Em resumo atuamos no sentido de garantir o compartilhamento das informações, a transparência da gestão, o desenvolvimento permanente dos servidores, a eficiência na tomada de decisões e a melhoria dos processos administrativos.
Continuando nossa análise sobre o uso das novas tecnologias na educação, observamos que no Brasil há instituições que, em algumas séries disponibilizam um computador por aluno.
No entanto, há outras que comemoram a chegada do primeiro computador, muitas vezes sem os programas educativos apropriados e sem a devida capacitação dos professores. Temos um desafio grande no Brasil continental.
Observamos que algumas instituições já utilizam com sucesso quadro interativo, canetas eletrônicas, votador, tablet, projetores, painéis na carteira.
Podemos aumentar o uso de computadores na formação dos alunos. As escolas têm que investir mais na informatização de suas salas de aula. O aluno aprende a utilizar o equipamento na escola. Os pais adquirem o equipamento para seus filhos e também aprendem a utilizá-lo.
Na Unidade São José – CEFET-SC tive a oportunidade de atuar como diretor durante 4 anos – 2003 a 2007. Trabalhamos em várias frentes, sendo uma delas a incorporação das novas tecnologias nas salas de aula. Instalamos um ponto de acesso à internet em cada sala. Idealizamos e implantamos 4 kits multimídia móveis. Contamos com apoio decisivo e financiamento da Fundação Vitae. Não possuíamos os recursos, mas tínhamos as idéias. Escrevemos um projeto, concorremos nacionalmente e fomos aprovados para recebimento de recursos.
Já possuíamos alguns laboratórios de informática onde os alunos recebiam aulas de informática de word, excel. No entanto, o contato dos alunos com os computadores se dava apenas nesses espaços. Os docentes somente utilizavam computadores para apresentações no auditório com uso do power-point.
O objetivo era trazer o uso do computador e da internet para o dia-a-dia da sala de aula, de tal forma que pudesse ser utilizado para aulas de português, biologia, física e não só de informática. Concebemos um projeto de uma sala de aula piloto e priorizamos sua implementação. Conseguimos estender as melhorias para todas as salas de aula da Unidade.
Concebemos uma estrutura de integração entre os espaços educacionais. Os professores tiveram seus espaços de produção revitalizados, implantamos um laboratório interativo, informatizamos a biblioteca e as salas de aula, adquirimos servidores, construímos ambientes multimídia.
Mas o principal, começamos um trabalho de capacitação dos professores em diversos cursos, de tal forma a familiarizá-los com o uso de objetos de aprendizagem e de softwares especializados.
Adquirimos dezenas de softwares e aplicativos para diversas disciplinas. Atualmente observamos que alguns docentes ainda resistem ao uso das novas tecnologias, mesmo elas estando disponíveis enquanto a maioria já as utiliza com certa desenvoltura.
Tecnologias já estão disponíveis. A popularização do uso das mesmas nos espaços educativos é o desafio atual.
Estudos demonstram que alunos que utilizam as novas tecnologias com desenvoltura têm mais oportunidades profissionais. Os alunos já podem utilizar nas salas de aula quadros LCDs, votadores, cadernos e canetas eletrônicas. No mundo competitivo de hoje é preciso se atualizar sempre. É preciso o aprendizado contínuo.
Todos já concordam que a idéia de se formar em uma faculdade e trabalhar o resto da vida com aqueles conhecimentos obtidos é coisa do passado.
As novas tecnologias e mais particularmente a internet de alta velocidade possibilitam o aprendizado contínuo.
Ficção e realidade já não são tão simples de se distinguir atualmente... Somos limitados pela nossa própria imaginação. Você duvidaria que a conexão de nosso cérebro com um computador para transferência de informações é possível um dia?
Comentários de de Bill Gates
Livro “A Estrada do Futuro” escrito em 1994 e lançado no Brasil em 1995
A internet colocará a tecnologia a serviço da educação gerando benefícios para toda a sociedade.
A tecnologia não subtituirá o professor, ela permitirá que estes disponibilizem seus melhores trabalhos e que ocorra o compartilhamento.
As escolas ainda precisarão se adaptar ao uso dos computadores. A adaptação tem sido mais lenta nas escolas que nas empresas.
Países desenvolvidos querem ter um computador em cada sala de aula. Grandes professores poderão ser assistidos por grande número de alunos.
Quadros digitais ligados à internet permitem uso ilimitados de estímulos – vídeos, gráficos, planilhas, textos, animações, visita a sites etc.
Computadores conectados e softwares especializados permitirão que os professores acompanhem o desempenho dos alunos.
Pais poderão acompanhar o progresso dos filhos e videoconferências via internet permitirão que pais e professores conversem sobre isso.
Pais poderão interagir com seus filhos no uso de planilhas e uso de aplicativos gráficos.
Em algumas famílias as crianças estarão apresentando aos pais como usar o computador.
Crianças de três anos já saberão jogar games com desenvoltura.
Lousas eletrônicas de parede substituirão em muitas escolas os quadros de giz.
CDs disponibilizados poderão ser eficientes ferramentas para estimular o aprendizado de forma interativa. Mas na internet os estímulos serão ilimitados.
Escolas conectadas, professores conectados e preparados utilizando bons computadores na escola e nas casas, alunos conectados nas escolas e em suas casas significarão menores indíces de evasão e melhores notas.
Os ambientes de aprendizagem devem ser tão atraentes quanto os vídeos games.
Nem toda tecnologia fará milagres e ela sozinha não poderá resolver problemas sociais como a violência, drogas, professores mal pagos etc. Mas uma vez equacionados estes problemas básicos o uso da internet de alta velocidade permitirá a elevação dos padrões educacionais.
A realidade virtual poderá ser adotada nas escolas assim como existem as salas de música.
Os circulos de aprendizagem permitirão que alunos de diferentes países estudem sobre o mesmo tema.
Anexo: A revolução digital (Obtido da wikipédia)
O antigo computador HRS-100. No final da década de 60, surgiu a internet, criada pela ARPANET, com o intuito de interligar dados a outros computadores. Mas a internet conhecida nos dias de hoje, só teve início no começo dos anos 90, através do Word Wide Web (Rede de Alcance Mundial) - as iniciais www que digitamos para acessar os sites - criado pela CERN (Organização Européia Para Pesquisa Nuclear).
Antigamente, era apenas de uso exclusivo da indústria bélica, utilizada nas buscas de tecnologia de espionagem. A partir daí o que era de acesso somente de quem tivesse profundo entendimento de computadores, passou a ser alcançado por outras pessoas que não tinham tanto conhecimento. Assim, a internet que antes era associada a fanáticos por computadores e pesquisadores, ficou popularizada entre diversos tipos de pessoas, fazendo parte dos lares e sendo utilizada por toda a família.
A partir dos anos 90, a internet, que antes era mais restrita aos norte-americanos, explodiu em outros países, penetrando na sociedade, da mesma forma que a energia elétrica no passado. Através do computador, foi possível um novo aumento no uso da escrita, que estava apagada com o avanço das mídias audiovisuais, principalmente a televisão.
Essa popularização deu início a revolução digital, que modificou completamente, a sociedade. O número de pessoas que navegam na internet cresce a cada dia que passa. Um novo mundo cheio de vantagens e facilidades foi descoberto. Informação, interatividade, relações pessoais, negociações, notícias, compras e outras necessidades do dia-a-dia ganharam um grande espaço na web. O mundo está diminuindo e não há distância geográfica que a internet não possa proporcionar uma aproximação das pessoas que dela utilizam para manter contatos entre si.
A globalização da internet é muito maior do que a que veio com as grandes navegações, que ampliaram o mercado. O trabalho feito nos parâmetros da revolução industrial tornou-se muito menos eficaz do que o mercado que a internet propõe nos dias de hoje. O comércio online explodiu, trazendo uma nova forma de negociação diferente entre os consumidores e as empresas, que já não necessitam mais de um vendedor que faça a intermediação da compra. Também na medicina, na educação, nas artes e na economia, a internet revolucionou e possibilitou uma melhoria com sua evolução rápida e avassaladora.
No Brasil, quem utiliza essa tecnologia da informação pode ser chamado de incluído digitalmente. A inclusão digital ainda é um problema no país. Hoje, existe uma facilidade maior para a compra de computadores. Desde novembro de 2005, o governo federal pôs em prática um projeto de financiamento de computadores, que tem como objetivo, incluir o máximo de pessoas na sociedade digital. Mesmo com esta melhoria, o Brasil ainda é um país de muita miséria. Logo, ainda é um país de muitos excluídos digitalmente, já que exclusão digital e pobreza estão relacionadas mundialmente.
Com migração das atividades econômicas, governamentais e culturais para a rede, a exclusão digital passa a impedir a redução da exclusão social. Logo, o excluído que estará fora da rede, ficará de fora, também, dos principais fluxos de informação. Além disso, essa nova tecnologia tende a ampliar o distanciamento entre o rico e o pobre.
Outro ponto importante é o mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente. Um quesito básico que um funcionário precisa ter para ser contratado em uma empresa é o conhecimento sobre a rede de computadores, já que a internet é um item necessário em um ambiente de trabalho empresarial. Logo, a exclusão digital e o desemprego possuem uma forte ligação. Para o desenvolvimento de um país, é bastante importante o investimento em incluir quem está de fora desse novo mundo.
Mas a exclusão digital não está ligada somente a quem não tem acesso à rede de computadores. Mesmo que usufrui desta tecnologia, não têm o mínimo de conhecimento sobre ela. A maioria dos usuários não sabe dos riscos que pode correr ao criarem uma conta de e-mail. Um exemplo de risco é a falta de privacidade. Uma empresa pode possuir total acesso aos e-mails do usuário quando e como quiser. Pensadores que vão mais afundo na questão da exclusão digital, acreditam que, quem não está informado o suficiente das vantagens e desvantagens que a rede pode oferecer, conhecendo superficialmente o serviço que está utilizando, pode ser considerado um excluído da sociedade digital.
E-mail, correio-e (em Portugal, correio electrónico), ou ainda email é um método que permite compor, enviar e receber mensagens através de sistemas eletrônicos de comunicação. O termo e-mail é aplicado tanto aos sistemas que utilizam a Internet e são baseados no protocolo SMTP, como aqueles sistemas conhecidos como intranets, que permitem a troca de mensagens dentro de uma empresa ou organização e são, normalmente, baseados em protocolos proprietários. O correio eletrônico é anterior ao surgimento da Internet. Os sistemas de e-Mail foram uma ferramenta crucial para a criação da rede internacional de computadores.
O primeiro sistema de troca de mensagens entre computadores que se tem notícia foi criado em 1965, e possibilitava a comunicação entre os múltiplos usuários de um computador do tipo mainframe. Apesar da história ser um tanto obscura, acredita-se que os primeiros sistemas criados com tal funcionalidade foram o Q32 da SDC e o CTSS do MIT.
O sistema eletrônico de mensagens transformou-se rapidamente em um "e-Mail em rede", permitindo que usuários situados em diferentes computadores trocassem mensagens. Também não é muito claro qual foi o primeiro sistema que suportou o e-Mail em rede. O sistema AUTODIN, em 1966, parece ter sido o primeiro a permitir que mensagens eletrônicas fossem transferidas entre computadores diferentes, mas é possível que o sistema SAGE tivesse a mesma funcionalidade algum tempo antes. A rede de computadores ARPANET fez uma grande contribuição para a evolução do e-Mail.
Existe um relato [1] que indica a transferência de mensagens eletrônicas entre diferentes sistemas situados nesta rede logo após a sua criação, em 1969. O programador Ray Tomlinson iniciou o uso do sinal @ para separar os nomes do usuário e da máquina no endereço de correio eletrônico em 1971. Considerar que ele foi o "inventor" do e-Mail é um exagero, apesar da importância dos seus programas de email: SNDMSG e READMAIL. A primeira mensagem enviada por Ray Tomlinson não foi preservada; era uma mensagem anunciando a disponibilidade de um e-Mail em rede [2]. A ARPANET aumentou significativamente a popularidade do correio eletrônico.