AULA 11 - Eletricidade Básica - FIC
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METODOLOGIA
- Exposição dialogada dos conteúdos disponíveis, em projetor multimídia.
- Navegação assistida em outros sites e portais, de conteúdos relacionados.
- Montagens práticas e desenvolvimento em computador de aplicativos.
- Testes de verificação e validação.
Análise Nodal Generalizada
Assim como no caso da Análise de Malhas, a Análise Nodal Generalizada é um método sistemático que permite analisar qualquer circuito, através das suas tensões de nós.
É mais apropriado para análise de circuitos com poucos nós e com fontes de corrente, ao invés de fontes de tensão!
O método consiste nos seguintes passos:
.
- Selecione um nó como referência e "aterre-o". O ideal é sempre escolher o nó com maior número de ramos conectados, porque isto diminui o número de equações no final
- Atribua tensões V1, V2, … , Vn-1 aos n – 1 nós restantes. Todas as tensões são medidas em relação ao nó de referência;
- Transforme as resistências R em condutâncias G=1/R;
- Aplique a LKC a cada um dos n – 1 nós que não são o de referência. Para expressar as correntes nos ramos, em termos de tensões nodais, adicione o termo (Vi - Vj).Gij para cada ramo, onde 'i' é o nó atual; e 'j' é o nó adjacente ao ramo.
- Para cada fonte de corrente do nó, adicione-a à equação, segundo a convenção:
- corrente da fonte entrando no nó - sinal negativo
- corrente da fonte saindo do nó - sinal positivo
- Se houver fontes de tensão, esta vai fornecer um valor de tensão no nó, diretamente. Se necessário, arbitre uma corrente passando por esta tensão.
- Resolva o sistema de equações, para obter as tensões nodais.
- Determine as correntes de interesse.
* Você pode escolher o sentido horário, ou antihorário, porque, caso o sentido inicial tenha sido arbitrado errado, o sinal da corrente resultará em negativo, indicando que o sentido é o inverso. PORÉM, é extremamente recomendável que o sentido arbitrado para TODAS AS CORRENTES seja O MESMO: ou horário, ou anti-horário, sob pena de duas correntes terem seus sentidos arbitrados errado, e o erro de uma anular o erro da outra.
Exemplo 1: Análise Nodal - circuito 1
1) Selecione um nó como referência.
2) Atribua tensões v1, v2, … , vn–1 aos n – 1 nós.
3) Transforme as resistências em condutâncias:
4) Aplique a LKC a cada um dos n – 1 nós.
4.1) Nó 1:
-5 + 0,25.(V1 - V2) + 0,5.(V1 - 0) = 0
0,75.V1 - 0,25.V2 = 5
4.2) Nó 2:
+5 + 0,25.(V2 - V1) + 0,1667.(V2 - 0) -10 = 0
-0,25.V1 + 0,416667.V2 = 5
5) Resolva o sistema de equações, para obter as tensões nodais.
0,75.V1 - 0,25.V2 = 5 -0,25.V1 + 0,416667.V2 = 5
Multiplicando a segunda equação por 3:
0,75.V1 - 0,25.V2 = 5 -0,75.V1 + 1,25.V2 = 15
0 +1.V2 = 20
→ V2 = 20 V
E, portanto:
0,75.V1 - 0,25.20 = 5
0,75.V1 - 5 = 5
0,75.V1 = 10
→ V1 = 13,33 V
Exemplo 2: Análise Nodal - circuito 2
Este circuito contém quatro nós, duas malhas e duas fontes de tensão, então, a análise se dará como segue:
1) Selecione um nó como referência.
2) Atribua tensões aos n – 1 nós.
3) Transforme as resistências em condutâncias:
4) Aplique a LKC a cada um dos n – 1 nós.
4.1) Nó A:
0,2.(Ea - Eb) + 0,05.(Ea - 0) + 0,1.(Ea - Ec) = 0
, mas Eb = 20 V e Ec = 10 V!
Então:
0,2.(Ea - 20) + 0,05.Ea + 0,1.(Ea - 10) = 0
0,2.Ea - 4 + 0,05.Ea + 0,1.Ea - 1 = 0
0,35.Ea = 5
→ Ea = 14,28 V
Exemplo 3: Análise Nodal - circuito 3
Este circuito contém cinco nós, e é alimentado por uma fonte de corrente de 1 A, então, a análise se dará como segue:
1) Arbitre um nó de referência e tensões em cada um dos outros nós:
2) Transforme as resistências em condutâncias:
3) Para cada um dos nós, compute as correntes que chegam e saem do mesmo, por meio da Lei de Ohm:
3.1) Nó A:
0,2.Va + 1.(Va - Vc) + 1 + 0,5.(Va - Vb) = 0
0,2.Va + 1.Va - 1.Vc + 1 + 0,5.Va - 0,5.Vb = 0
1,7.Va - 0,5.Vb - 1.Vc = -1 (Equação I)
3.2) Nó B:
-1 + 0,1666.Vb + 0,5.(Vb - Va) + 0,3333.(Vb - Vd) = 0
0,1666.Vb + 0,5.Vb - 0,5.Va + 0,3333.Vb - 0,3333.Vd = 1
-0,5.Va + 1.Vb - 0,333.Vd = 1 (Equação II)
3.3) Nó C:
1.(Vc - Va)+ 0,125.Vc + 0,25.(Vc - Vd) = 0
-1.Va + 1,375.Vc - 0,25.Vd = 0 (Equação III)
3.4) Nó D:
0,333.(Vd - Vb) + 0,1428.Vd + 0,25.(Vc - Vc) = 0
-0,3333.Vb - 0,25.Vc + 0,7261.Vd = 0 (Equação IV)
3)Resolva o sistema de equações
(I) 1,7.Va - 0,5.Vb - 1.Vc = -1 (II) -0,5.Va + 1.Vb - 0,333.Vd = 1 (III) -1.Va + 1,375.Vc - 0,25.Vd = 0 (IV) -0,3333.Vb - 0,25.Vc + 0,7261.Vd = 0
Análise Nodal Computacional
Todos os sistemas de equações que resolvemos até agora podem ser organizados como MATRIZES, o que permite análise computacional.
Note que todos os sistemas de equações em análise nodal tomam a seguinte forma:
+G11.V1 - G12.V2 - G13.V3 - G14.V4 ... - G1n.Vn = Ix -G21.V1 + G22.V2 - G23.V3 - G24.V4 ... - G2n.Vn = Iy ... -Gn1.V1 - Gn2.V2 - Gn3.V3 - Gn4.V4 ... + Gnn.Vn = Iw
onde Gii é a soma das condutâncias do nó i (também chamada de condutância própria do nó) e Gij é a condutância entre os nós i e j (ou condutância mútua a i e a j).
Todas estas equações podem ser separadas como:
| +G11 -G12 -G13 -G14 ... -G1n | | V1 | | Ix | | -G21 +G22 -G23 -G24 ... -G2n | | V2 | | Iy | | ... | . |... | = | ...| | -Gn1 -Gn2 -Gn3 -Gn4 ... +Gnn | | Vn | | Iw |
ou
G . V = I
onde:
- G é a matriz de condutâncias, de ordem nxn do circuito, onde n é o número de nós, menos um, o de referência;
- I é a matriz de tensões arbitradas nos nós, de ordem nx1, e
- V é a matriz de fontes de correntes nos nós, também de ordem nx1.
As condutâncias Gii da diagonal principal da matriz sempre têm valor positivo, e as mútuas Gij (devido à diferença de tensão - ddp, entre os nós), sempre entram com valor negativo.
Além disto, a matriz de condutâncias G é sempre uma matriz quadrada e simétrica. Esta matriz também, normalmente, é esparsa, o que torna sua análise ainda mais fácil.
Assim como na Análise de Malhas computacional, no Matlab ou Scilab, o qual é gratuito, ou mesmo à uma planilha de cálculo, como Excel, você pode resolver o sistema de equações usando inversão e multiplicação de matrizes.
Todo cálculo se limitará a executar à seguinte operação matricial:
V = I/G = (G)-1 x I
Assim, para resolver o sistema, deve-se seguir os seguintes passos:
- Digitar a matriz G;
- Inverter a matriz G, criando Ginv;
- Digitar a matriz I;
- Executar a multiplicação de Ginv por I, para obter a matriz V
No caso deste circuito:
Note que a matriz de condutâncias G (ou de resistências, R, no caso da análise de malhas) é sempre uma matriz quadrada e simétrica, de ordem n x n, onde n é o número de tensões de nó (ou de correntes, na análise de malhas).
A diagonal principal desta matriz é a soma de todas as condutâncias ligadas ao nó. As outras posições são as respectivas condutâncias que unem aquele nó, aos adjacentes, com sinal negativo.
A matriz de tensões nos nós V (ou de correntes I de malha, como no caso da análise de malhas) é sempre uma matriz coluna, de ordem n x 1.
E a matriz de fontes de corrente (ou de tensão de malha, como no caso da análise de malhas) também é uma matriz coluna, de ordem n x 1.
Se você tiver acesso a algum aplicativo de cálculo, como Matlab ou Scilab, o qual é gratuito, ou mesmo à uma planilha de cálculo, como Excel, você pode resolver o sistema de equações de uma maneira MUITO mais fácil!
Usando inversão de matriz, todo cálculo se limitará a executar a seguinte operação matricial:
V = I/G = (G)-1 x I
Assim, para resolver o sistema, deve-se seguir os seguintes passos:
- Digitar a matriz G;
- Digitar a matriz I;
- Inverter a matriz G, criando Gt;
- Executar a multiplicação de G por I
Para este circuito, fizemos o cálculo utilizando o Scilab, desta forma:
Exemplo 2 de análise computacional
Seja o circuito abaixo, com a respectiva matriz de Condutância G:
No Scilab:
Fontes Bibliográficas
COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO NO ESTADO DE SÃO PAULO - CPN. Eletricidade Básica - Manual de treinamento curso básico segurança em instalações e serviços com eletricidade - NR 10 . Disponível em: https://portalidea.com.br/cursos/9f2909192195f210d6c6fa89c0894301.pdf
Lemes, Andryos da Silva. APOSTILA DE ELETRICIDADE BÁSICA. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, IFSP - CAMPUS DE PRESIDENTE EPITÁCIO. Disponível em:https://pt.scribd.com/document/280039386/Apostila-Eletricidade-Basica
ROCHA, Helder da. Introdução à Eletrônica para Artistas. Apostila de curso livre. 2017. Disponível em: http://www.argonavis.com.br/cursos/eletronica/IntroducaoEletronicaArtistas.pdf.
SAMBAQUI, ANA BARBARA KNOLSEISEN; TAQUES, BÁRBARA OGLIARI. Apostila de Eletricidade. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS JOINVILLE. Joinville, agosto, 2010. Disponível em: http://wiki.itajai.ifsc.edu.br/images/c/c1/Apostila_de_Eletricidade_IFSC_JOINVILE.pdf
Souza, Giovani Batista. ELETRICIDADE. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS ARARANGUÁ. Edição: fev, 2009. Disponível em: https://wiki.sj.ifsc.edu.br/images/e/e6/Aru-2009-Agosto-eletricidade_basica.pdf
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