AULA 12 - Eletricidade Básica - FIC
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CARGA HORÁRIA: 5 h
CARGA HORÁRIA TEÓRICA: 4 h CARGA HORÁRIA PRÁTICA: 1 h
METODOLOGIA
- Exposição dialogada dos conteúdos disponíveis, em projetor multimídia.
- Navegação assistida em outros sites e portais, de conteúdos relacionados.
- Montagens práticas e desenvolvimento em computador de aplicativos.
- Testes de verificação e validação.
O efeito capacitivo
O que acontece com o capacitor quando um material dielétrico é colocado no seu interior ?
Michael Faraday foi o primeiro a investigar está situação. Ele mostrou que a capacitância de um capacitor completamente preenchido por um dielétrico aumentava por um fator numérico , que ele chamou de constante dielétrica do material introduzido. A constante dielétrica do vácuo por definição é igual a unidade
O efeito provocado por um dielétrico pode ser resumido como: Numa região completamente preenchida por um dielétrico, todas as equações eletrostáticas que contém a constante de permissividade 0 devem ser modificadas, substituindo-se aquela constante por 0. Onde κ assume valores diferentes para materiais diferentes. Veja tabela,com valores de κ, para diversos materiais.
É a capacidade do capacitor de armazenar cargas (q) nos condutores.
Representação Gráfica da Capacitância
Existe uma relação entre a tensão aplicada entre duas placas paralelas separadas por um dielétrico, e a carga que aparece nestas placas. Analise o circuito abaixo: Eletricidade
Na figura abaixo, considerando o capacitor carregado, ao acionarmos a chave S, o capacitor inicio o processo de descarga. No início existe fluxo de elétrons (corrente) até o capacitor se descarregar E =0.
Um gráfico relacionando a tensão e a carga acumulada gera uma
relação linear. A constante de proporcionalidade entre a carga acumulada e a
tensão, isto é, a inclinação da reta é a capacitância, desta afirmação temos:
E
C = Q Q = C ´ E
A unidade de capacitância é o Coulomb/ Volt, que é definida como
Farad.
A capacitância num capacitor de placas paralelas, como o mostrado na figura ao lado, contendo duas placas de área A e separadas por uma distância d, é:
A capacitância é determinada pelos fatores geométricos A (área) e d (distância) das placas que formam o capacitor. Quando a área das placas é aumentada, aumenta a capacitância. Da mesma forma quando a separação entre as placas aumenta, a capacitância diminui. Então temos que:
C = capacitância em Farad; d C = e A A = área das placas em m2 d = distância entre as placas em m
onde: ε0 é a permissividade do vácuo. Se entre as placas for colocado algum material dielétrico (não-condutor) devemos substituir ε0 pela permissividade ε do material dielétrico que foi colocado. ε0 = 8,85 x 10-12 C2/Nm2
Bipolos Passivos - Capacitor
Capacitores são componentes que acumulam carga elétrica.
Em circuitos onde flui corrente contínua, um capacitor age como um circuito aberto, impedindo a passagem de corrente, mas durante transições (ex: quando o circuito é ligado ou desligado) ou quando flui corrente alternada, o capacitor age como um condutor, deixando passar a corrente.
No esquema, um capacitor é representado por duas placas separadas. Alguns capacitores têm
polaridade e precisam ser usados no circuito respeitando essa polaridade (o + ligado ao positivo e o –
ligado ao negativo).
Os símbolos abaixo são usados para capacitores:
Unidade de capacitância
A capacidade de carga de um capacitor é medida em farads, em homenagem ao cientista inglês Michael Faraday.
Em geral usamos bilionésimos ou milionésimos de farad em nossos circuitos, às vezes ainda menos que isto.
Portanto os capacitores que usaremos são representados em microfarads (μF) (1/1000000), nanofarads (nF) (1/109) e picofarads (pF) (1/1012).
Os capacitores eletrolíticos são polarizados, e têm valores maiores. A identificação deles é impressa
na embalagem. Já os capacitores de menor valor, cerâmicos e de poliéster, têm um código para
representar o valor baseado em pF. O código é semelhante ao dos resistores, mas sem as cores. São
três dígitos. Os dois primeiros representam dígitos do valor, e o terceiro o número de zeros. Por
exemplo:
- 103 = 1, 0, 000 = 10000pF = 10kpF = 10nF
- 474 = 4, 7, 0000 = 470000pF = 470kpF = 470nF
- 225 = 2, 2, 00000 = 2200000pF = 2200kpF = 2200nF = 2,2 μF
]
Associação de Capacitores
Utilização de Capacitores
Os capacitores têm várias aplicações nos circuitos elétricos e eletrônicos. Uma das principais é a filtragem. Eles podem acumular uma razoável quantidade de cargas quando estão ligados a uma tensão. Quando esta tensão é desligada, o capacitor é capaz de continuar fornecendo esta mesma tensão durante um pequeno período de tempo, funcionando como uma espécie de bateria de curta duração.
Os Capacitores são dispositivos utilizados geralmente para armazenar energia. O capacitor embutido no “Flash” de uma maquina fotográfica, armazena energia lentamente durante o processo de carga. Esta energia é liberada rapidamente durante a curta duração do “Flash”. Outro exemplo, são os capacitores microscópicos que formam os bancos de memória dos computadores.
Práticas com capacitores
Carga e descarga
Um capacitor acumula carga assim que recebe um pulso de corrente elétrica.
Se um capacitor está ligado diretamente a uma fonte de tensão contínua, ele recebe sua carga quase instantaneamente, assim que a bateria for ligada no capacitor. A descarga, curto-circuitando os terminais do capacitor também é praticamente imediata. Para limitar o tempo de carga ou descarga de um capacitor, usa-se um resistor. O valor do resistor multiplicado pelo valor da capacitância corresponde ao tempo em segundos que leva para um capacitor totalmente descarregado atingir 63% de sua carga. Cinco vezes esse tempo corresponde à carga total do capacitor. Portanto, a constante de tempo para um circuito formado por um resistor R e um capacitor C é t = RC E o tempo de carga é: 5 x RC Por exemplo, para um capacitor de 100 μF (0,0001 F) em série com um resistor de 10k ohms tem uma constante de tempo de: t = 0,001 x 10000 = 1 segundo E o capacitor levará 5 x 1 = 5 segundos para carregar (ou descarregar) completamente. Experimento 9 – Carga e descarga de capacitores Este experimento demonstra o efeito da carga e descarga em um capacitor. Material necessário: • 1 capacitor eletrolítico de 100μF • Capacitores eletrolíticos de 1000μF, 470μF, 47 e 10μF • 2 resistores de 10k Ω • Resistores de 1k e 100k Ω • Voltímetro • Bateria ou fonte de 9V • Duas chaves tácteis (botões de pressão) • Protoboard, jumpers e fios, garras jacaré Monte o circuito abaixo. O desenho das chaves no protoboard (de 4 terminais) podem estar diferentes das que você tem no kit (de 2 terminais). Na dúvida use o esquema como referência para as conexões.
Alimentando um led
Antes de iniciar, meça a tensão da bateria, para saber o valor máximo de tensão que poderá ser carregado pelo capacitor. Depois prenda o multímetro nos terminais do capacitor com garras jacaré, tendo o cuidado para não deixar que encostem uma na outra. Apertando o botão B1 o circuito é fechado e a bateria começa a carregar através do resistor R1. Segure o botão por uns 5 segundos ou até que o multímetro indique a tensão da bateria. Agora solte o botão e perceba que a carga diminui muito lentamente (ela está vazando pelo voltímetro, que tem uma resistência muito alta). Agora aperte o botão B2, que descarrega o capacitor através do resistor R2. Como os resistores são iguais, o tempo de carga e descarga é semelhante ao da carga. Experimente trocá-los por valores diferentes. Troque também o capacitor de 100μF por capacitores maiores (470 e 1000 μF) e menores (47 e 10μF), e observe o resultado. Para carregar ou descarregar rapidamente ligue as chave correspondente diretamente ao positivo ou negativo sem usar resistor, ou use resistores de valores baixos (100 Ω). Alteração 9.1 – Usando a carga do capacitor para acender um LED Material adicional: • Um LED de qualquer cor • Resistor de 470 Ω • Capacitor de 2200 μF Experimente ligar um LED em paralelo com o capacitor de 1000μF e veja como ele se comporta durante os estágios de carga e descarga (lembre-se que o LED não pode ser ligado diretamente; ele sempre precisa ter um resistor em série para limitar a corrente.) Veja uma possível solução no circuito abaixo:
Nesta configuração, o botão B2 descarrega o capacitor imediatamente através do fio. Mas ele também irá descarregar um pouco mais lentamente através do LED e resistor de 470 Ω. Se você um resistor maior para limitar a corrente do LED (1k Ω) ele brilhará menos, mas ele também permanecerá aceso por mais tempo já que a resistência maior irá retardar a descarga do capacitor. Experimente trocar o capacitor de 1000μF por um capacitor de 2200μF e troque o resistor R1 por uma ligação direta (para que a carga do capacitor seja imediata). Experimente colocar os dois capacitores de 1000μF e 2200μF em paralelo. O que acontece? Carregue o capacitor totalmente, depois desligue a bateria do circuito. Por quanto tempo o LED ainda permanece aceso? Capacitores são bastante usados em circuitos eletrônicos, para acumular tensão, gerar pulsos, configurar temporizadores, retificar corrente alternada, proteger circuitos de sobretensão, isolar sinais, etc. Eles serão usados em vários outros experimentos.
Potência aparente
POTÊNCIA DE UM CAPACITOR Constituição do capacitor: O capacitor tem a propriedade de armazenar energia elétrica, dependendo isto da superfície das placas, número de placas e do dielétrico utilizado. Simbologia Sua unidade é o farad (F). 1ª Experiência Sem capacitor Pap =V x I = _______ x ______ = ______ Potência ativa indicada pelo wattímetro: A potência aparente é maior que a potência ativa. COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELETRICO NO ESTADO DE SP - 47 2 ª Experiência Com capacitor Pap =V x I = _______ x ______ = ______ Potência ativa indicada pelo wattímetro: Colocando-se um capacitor em paralelo com a bobina, a potência indicada pelo wattímetro é a mesma, mas o produto V x I diminui, ou seja, diminui a potência aparente. Isto ocorre porque o capacitor atua em sentido contrário a bobina. Devido a isto utiliza-se o capacitor para melhorar o fator de potência (cos. Baixo) das instalações. Instalando um capacitor, ele age inverso à bobina, fazendo diminuir as potências aparente e reativa, conservando o valor da potência ativa e conseqüentemente diminuindo a potência total (aparente).
Fontes Bibliográficas
COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO NO ESTADO DE SÃO PAULO - CPN. Eletricidade Básica - Manual de treinamento curso básico segurança em instalações e serviços com eletricidade - NR 10 . Disponível em: https://portalidea.com.br/cursos/9f2909192195f210d6c6fa89c0894301.pdf
Lemes, Andryos da Silva. APOSTILA DE ELETRICIDADE BÁSICA. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, IFSP - CAMPUS DE PRESIDENTE EPITÁCIO. Disponível em:https://pt.scribd.com/document/280039386/Apostila-Eletricidade-Basica
ROCHA, Helder da. Introdução à Eletrônica para Artistas. Apostila de curso livre. 2017. Disponível em: http://www.argonavis.com.br/cursos/eletronica/IntroducaoEletronicaArtistas.pdf.
SAMBAQUI, ANA BARBARA KNOLSEISEN; TAQUES, BÁRBARA OGLIARI. Apostila de Eletricidade. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS JOINVILLE. Joinville, agosto, 2010. Disponível em: http://wiki.itajai.ifsc.edu.br/images/c/c1/Apostila_de_Eletricidade_IFSC_JOINVILE.pdf
Souza, Giovani Batista. ELETRICIDADE. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS ARARANGUÁ. Edição: fev, 2009. Disponível em: https://wiki.sj.ifsc.edu.br/images/e/e6/Aru-2009-Agosto-eletricidade_basica.pdf
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