AULA 13 - Eletricidade Básica - FIC

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METODOLOGIA

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  • Navegação assistida em outros sites e portais, de conteúdos relacionados.
  • Montagens práticas e desenvolvimento em computador de aplicativos.
  • Testes de verificação e validação.


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Tiposindut2.png

Indutância

A auto-indutância ou simplesmente indutância é a capacidade que um condutor possui de induzir tensão em si mesmo, quando a corrente varia.

Seu valor depende do número de espiras, da forma em que estão dispostas (anel, espiral,...), de suas dimensões e do material do núcleo.

Para um solenóide ou bobina longa (comprimento maior que três vezes o raio), a indutância seria igual a

 L = µ.N2.S / l

Genericamente, chamamos de indutor ou bobina (ou solenóide) ao elemento cuja constituição física é um fio condutor elétrico (isolado) enrolado em forma helicoidal sobre um núcleo, o qual pode ser de ar ou algum material ferromagnético (que facilite a passagem do fluxo magnético).


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O indutor é um componente elétrico passivo que armazena energia na forma de campo magnético, quando percorrido por uma corrente, normalmente combinando o efeito da variação da corrente elétrica em loops (ou espiras condutoras).

O símbolo da indutância é o L e a sua unidade é o Henry (H).

Vale a pena destacar que a energia armazenada em um indutor, também pode ser descrita em Joules, ou seja, vai corresponder à quantidade de trabalho necessário para estabelecer o campo magnético no indutor.

Unidade de indutância

Um Henry é a quantidade de indutância que permite uma quantidade de indutância que permite uma indução de 1 V quando a corrente varia na razão de 1 A/ 1s.

A equação para a indutância é:

Eqindut.png

Onde:

  • L : indutância, dada em H;
  • VL : tensão induzida através da bobina, V;
  • Δi/Δt : a taxa de variação da corrente, dada em A/s.

Como podemos observar o valor da indutância depende do tempo de variação da corrente elétrica.

Simbologia

Os símbolos usados para indutores estão na figura abaixo.


Indut4.png

O efeito indutivo

As experiências realizadas por Oersted mostraram que um condutor percorrido por uma corrente elétrica gera um campo magnético ao seu redor.

Assim, ao redor de um condutor retilíneo percorrido por uma corrente elétrica existe um campo magnético cujas linhas de força são circunferências concêntricas ao fio, desta forma:

Indut5.png

O sentido das linhas de força segue a REGRA DA MÃO DIREITA:


  1. Posicione a mão direita como se "envolvesse" o condutor;
  2. Aponte seu polegar na direção do sentido da corrente;
  3. As linhas de força magnética terão o sentido da ponta dos dedos.
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Se o condutor for disposto em forma circular, com várias voltas, ou espiras, ocorrerá a concentração das linhas de indução em seu interior.

E se receber um núcleo ferromagnético (imantável), a concentração será maior ainda, ocorrendo assim um campo magnético de forte intensidade.

Esse conjunto apresenta um funcionamento semelhante ao de um imã em barra, com polo norte e sul magnéticos bem definidos.

A intensidade do vetor indução magnética no centro da espira depende da intensidade da corrente elétrica, do raio da espira, da quantidade de espiras e do meio onde ela se encontra. 
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Indução eletromagnética

É o fenômeno no qual tensões (e correntes) são produzidas pela variação do campo magnético (ou fluxo magnético), no tempo, através da seção de um indutor.

Exemplo de indução de uma corrente:


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Lei de Faraday

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Note que:

  • Como fluxo magnético (∅) mede a quantidade de linhas de indução que atravessa cada espira, para um elemento com N espiras considera-se o fluxo magnético concatenado (∅c), que corresponde ao fluxo magnético de uma espira, multiplicado pelo número de espiras atravessadas pelo mesmo campo, no indutor considerado (∅c = N∅ ). Este é o fluxo adotado na lei de Faraday, ainda que esteja sem o índice c. Por isso a unidade Wb-e ( e não Wb ) é a mais correta.
  • O sinal negativo na expressão da lei de Faraday indica que a tensão induzida se opõe à variação (crescimento ou diminuição) de sua causa. Esta oposição se manifesta na polaridade da tensão induzida ou auto-induzida e no sentido da corrente induzida (lei de Lenz).

Lei de Lenz

É a lei que rege o sentido de uma corrente induzida, que é resultado de uma tensão induzida.

Indut16.png

Ou seja:


  • Se o fluxo indutor é crescente (∆φ / ∆t > 0) → A corrente produz um fluxo induzido em oposição ao fluxo indutor;
  • Se o fluxo indutor é decrescente (∆φ /∆t < 0) → A corrente produz um fluxo induzido a favor do fluxo indutor.

Indutor em CC e em CA

O indutor funciona de forma diferente quando submetido à corrente contínua ou à corrente alternada.

Quando ligado a uma fonte de alimentação CC (Corrente Contínua) o campo magnético gerado ao redor de suas bobinas se dará em um único sentido, ou seja, neste caso teríamos um campo magnético ordenado.


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Porém, quando submetido a uma corrente alternada, o campo induzido também se comportará de forma alternada, invertendo constantemente o seu sentido.

A forma mais comum de se conectar um indutor em circuito eletrônico é em série com um resistor.

Observa-se que sua função é um pico de corrente elétrica no momento em que se liga e desliga uma chave on/off, por exemplo.

Observe a imagem abaixo que ilustra essa utilização do indutor.


Indut8.png

Composição e Natureza do Indutor

Um indutor é basicamente construído por um material condutor como o cobre e por um núcleo ferromagnético com o objetivo de concentrar as linhas de forças do campo magnético aumentando, assim, sua indutância.

De acordo com o tipo de material e a forma que for construído teremos diferentes tipos de indutores com características específicas de aplicação.

Os indutores tem um processo de fabricação trabalhosa e muitos deles, para terem um desempenho satisfatório, são volumosos e caros, por demandarem muitas espiras de cobre, material de alto custo.

Exemplo disso são os estabilizadores, transformadores de energia em postes de rua e bobinas de alto-falantes.

Assim, cada vez mais têm sido usado os relés de estado sólido (ou SSR) substituindo os relés eletromecânicos, que se baseiam no princípio indutivo.

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Tipos de indutores

Os indutores diferenciam-se devido suas características construtivas.

Então, os principais tipos de indutores são:

Indutor do Tipo Núcleo de ar

Este tipo é chamado assim por não usar material ferromagnético no seu núcleo. Atenção que alguns componentes podem vir com um núcleo não magnético como plástico e cerâmica. Isso pode haver baixas perdas de sinal e baixa indutância e é usado em aplicações que necessitam de altas frequências.

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Indutor com núcleo constituído por material ferromagnético

Este tipo de indutor possui um núcleo ferromagnético que aumenta a concentração do campo magnético.

Devido à presença do núcleo, no entanto, as perdas são mais elevadas e é usado em projetos que necessitam de alta indutância e frequência de operação.

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Indutor do Tipo Núcleo Laminado

Este é um tipo de indutor que é construído com núcleo laminado de aço silício envolvida com verniz isolante, este tipo de construção previne altas perdas e produz baixa frequência sendo muito utilizado na construção de transformadores.


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Indutor do Tipo Núcleo de Ferrite

Este tipo de núcleo é construído com material cerâmico ferromagnético muito resistente, as perdas são reduzidas e sua aplicação tem melhor eficiência em circuitos de altas frequências.


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Indutor do Tipo Núcleo Toroidais

Este tipo tem um formato circular e é construído com um fio de cobre enrolado em um material magnético.

É o tipo que possui menos perdas devido à característica circular garantir que o campo magnético percorra um caminho fechado.

Sua aplicação principal é em circuito de corrente alternada.


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Associação de indutores

O sistema de associação de indutores é o mesmo de resistores e capacitores, ou seja, em série, paralelo e mista.

O método de cálculo para se chegar à indutância equivalente é o mesmo para resistores.

Isto é, os indutores EM SÉRIE têm suas indutâncias somadas.

O indutor equivalente a indutores EM PARALELO é o inverso da soma dos inversos das indutâncias.

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Exercício

Determinar a indutância equivalente entre os extremos da associação mista abaixo. Dados: L1 = 20 H ; L2 = 60 H ; L3 = 30 H:


Indut19.png

A energia no indutor

Ao ser percorrido por uma corrente elétrica ( i ) o indutor de indutância L apresentará uma energia E armazenada em seu campo magnético, calculada por:


E = L .i2/2 (J)


Exemplo:

Se L = 10 mH e i = 1,5 A , então: E = 11,25 mJ


Utilização de indutores

Estes conceitos são aplicados na construção de instrumentos de medidas, em eletros-imã, solenóides, reles, trancas eletrônicas, transformadores, filtros, motores elétricos, etc.

Aplicações desse componente eletrônico é o que não falta. Existem vários tipos e modelos de dispositivos e componentes que usam indutores em sua construção para funcionar, como aplicações nas áreas da eletrônica, comandos elétricos e robótica.

Vamos citar alguns exemplos:

Solenóide

Fontes Bibliográficas

COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO NO ESTADO DE SÃO PAULO - CPN. Eletricidade Básica - Manual de treinamento curso básico segurança em instalações e serviços com eletricidade - NR 10 . Disponível em: https://portalidea.com.br/cursos/9f2909192195f210d6c6fa89c0894301.pdf

Lemes, Andryos da Silva. APOSTILA DE ELETRICIDADE BÁSICA. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, IFSP - CAMPUS DE PRESIDENTE EPITÁCIO. Disponível em:https://pt.scribd.com/document/280039386/Apostila-Eletricidade-Basica

ROCHA, Helder da. Introdução à Eletrônica para Artistas. Apostila de curso livre. 2017. Disponível em: http://www.argonavis.com.br/cursos/eletronica/IntroducaoEletronicaArtistas.pdf.

SAMBAQUI, ANA BARBARA KNOLSEISEN; TAQUES, BÁRBARA OGLIARI. Apostila de Eletricidade. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS JOINVILLE. Joinville, agosto, 2010. Disponível em: http://wiki.itajai.ifsc.edu.br/images/c/c1/Apostila_de_Eletricidade_IFSC_JOINVILE.pdf

Souza, Giovani Batista. ELETRICIDADE. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS ARARANGUÁ. Edição: fev, 2009. Disponível em: https://wiki.sj.ifsc.edu.br/images/e/e6/Aru-2009-Agosto-eletricidade_basica.pdf



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