IFSC:Ajuda
Para convergir as políticas institucionais na gestão a Coordenadoria de Inclusão e Assuntos Estudantis assessorada pelo Comitê de Ações Afirmativas em suas ações de proposição, debate e interação que visem intervir nas desigualdades sociais de forma alinhada às políticas públicas.
Neste sentido,com os demais integrantes, a Coordenadoria representa o IF-SC em ações interinstitucionais que envolvem a temática das ações afirmativas.
Em setembro de 2008, a então Diretoria de Ensino encaminha ao Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão do então CEFET-SC Proposta de Políticas de Inclusão, para posterior aprovação no Conselho Diretor. Esta proposta fundamenta a construção do Plano de Inclusão do então IF-SC, prevendo inclusive que “novos cursos poderão apresentar programas de inclusão antes da formalização do referido plano, desde que devidamente articulados ao Projeto Pedagógico do Curso”.
Nesta perspectiva, apresentamos a proposta de Programa de Ações Afirmativas para ser apreciada junto ao Projeto Pedagógico dos Cursos de Licenciatura em Ciências da Natureza, com habilitação em Física e Química, das Unidades Araranguá, Jaraguá do Sul e São José.
O então GT Ações Afirmativas do IF-SC elaborou uma proposta de Ações Afirmativas através de reserva de vagas que após discussão com os profissionais da Coordenadoria de Ingresso e com os servidores que construíram os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Licenciatura, foi submetido à apreciação do Conselho Diretor.
O GT Ações Afirmativas foi constituído a partir dos encaminhamentos do Seminário de Ingresso realizado no então CEFET-SC em 05 de outubro de 2006, com o objetivo de discutir ações voltadas ao acesso e diversidade socioeconômica e étnico-racial dos cursos oferecidos à sociedade. Dentre suas atribuições, destacavam-se a realização de estudos para fundamentar as discussões sobre as ações afirmativas, o levantamento de subsídios para fundamentar o programa de ações afirmativas e a sistematização de uma proposta de ingresso.
Como ação rotineira a Coordenadoria colaborava na organização das entrevistas de validação dos candidatos negros aprovados nos processos de ingresso de cursos de graduação.
Entre os processos que desta organização, cita-se: revisar todos os detalhes de acordo com cada edital (datas, locais, quantidade de candidatos); designar presidentes e integrantes das comissões que realizam entrevista (servidores e movimento negro); revisar e pactuar com DEING e campus com cursos superiores, a cada ingresso, os procedimentos e a logísticas que envolve as entrevistas; apoiar centralmente nos dias das comissões.
Em 2010 e 2011 foram realizadas várias formações: capacitação para novos integrantes de Comissão de Validação (Campi Chapecó, Criciúma, Joinville e São José); Seminário de Ações Afirmativas em que participaram várias instituições em nível nacional e houve troca de saberes e experiências.
Também foram realizadas ações interinstitucionais: UDESC (ampliação de reserva de vagas para índios e PNEs, até os dias de hoje funciona esta colaboração técnica); Universidade de Indiana - EUA (Visita do Prof. John Steinfield); UFSC (onde se abriu um canal de diálogo e troca de conhecimentos e experiências); COPPIR (formação de uma Rede de Combate ao Racismo; participação do Fórum Estadual da Igualdade Racial na Educação; eventos da consciência negra em novembro); NEN (Núcleo de Estudos Negros) com o qual havíamos nos reunido em 2010 e em outubro/2011, e em parceria com Pró-Reitoria de Extensão, participamos de tratativas para firmar convênio para projeto para atender populações quilombolas no estado.
Além das formações, foram realizados eventos culturais: lançamento de livro (evento no qual o jornalista e escritor carioca Uelinton Farias Alves lançou o livro “Cruz e Sousa: o Dante Negro do Brasil”, indicado ao Prêmio Jabuti 2009 na categoria Biografia, no Centro de Convivência do Campus Florianópolis em maio de 2010. Constou também da programação a apresentação da Coreografia "Puxada de Rede" do Grupo de Alunos da APAE de Biguaçu e apresentação de poesia de Cruz e Sousa e Canto Iorubá com a atriz Solange Adão); construção da semana da consciência negra nos Campi em que o Comitê de Ações Afirmativas está permanentemente envolvido.
O Comitê representou o IF-SC em vários eventos: participação no seminário de Ações Afirmativas na UFRGS em 2010; composição de mesa no II Seminário da ABPN-Sul, II Encontro CONNEABS da Região Sul e Seminário Regional “Educação Infantil e Igualdade Racial, e colaborou com a organização do VII COPENE ocorrido em Florianópolis, em 2012.
Ao longo de 2011, contribuiu na coordenação das pesquisas de monitoramento dos alunos cotistas ao elaborar um Projeto de Acompanhamento dos Cotistas. Para que a pesquisa se realize é necessário criar perfil de consulta para que um bolsista possa pesquisar os dados dos alunos no ISAAC. A construção do perfil está em negociação com a DTIC.
Também foi realizada pesquisa para proposição de reserva de vagas para cursos técnicos que precisa ser revisitada para ampliação do debate junto aos campi.
Iniciou-se a organização para formação continuada de servidores sobre a implementação das Lei nº 10.639 e Lei nº 11.645 nos currículos.
A formação será baseada em um curso FIC (mesmo tema, mas voltado aos professores da rede municipal do município de Araranguá) desenvolvido pela professora Ana Paula Prunner (Campus Araranguá). Pretende-se iniciar a execução da formação no 1º Semestre de 2012.
Em 2012 com o advento da lei 12.701, que regulamenta o ingresso com ações afirmativas, o grupo passou a discutir o impacto dessa lei.
Também em 2012, representantes do Comitê, participaram do no Seminário 10 Anos de Ações Afirmativas, donde se tirou uma carta que se manifestou os anseios e necessidades em relação à igualdade.