AULA 4 - Circuitos 2 - Engenharia
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Impedâncias e Reatâncias
Examinou-se, em disciplinas anteriores, o comportamento individual dos elementos passivos de um circuito elétrico.
Deseja-se agora tratar estes componentes de uma forma mais geral.
Define-se impedância como a relação entre o fasor de tensão V e o fasor de corrente I:
A impedância é expressa em Ohms [Ω]. Assim, a impedância em um circuito CA é análoga à resistência, em um circuito CC.
Na forma retangular, a impedância é expressa como:
onde R(ω) é a componente real, ou resistiva e X(ω) é a componente imaginária, ou reativa.
Em geral, refere-se a R como resistência e à X, como reatância.
A IMPEDÂNCIA RESISTIVA
Relação entre tensão e corrente
Em um circuito puramente resistivo, como os que foram estudados na unidade curricular Circuitos I, a tensão v e a corrente i aplicadas estão sempre em fase.
Isto é, se a tensão variar senoidalmente com o tempo nos terminais do resistor, na forma:
a corrente será dada simplesmente por:
sem qualquer alteração de fase.
Características
A grandeza
é, então, denominada impedância do elemento resistivo.
É medida em Ω e representa a resistência à passagem de corrente no circuito.
É importante, porém, salientar que
não é um fasor!, porque não varia no tempo, à velocidade angular ω.
Enfim, a impedância do elemento resistivo NÃO DEPENDE da frequência ω do circuito!!!
Quanto maior a resistência em um circuito, menor será a corrente elétrica, exatamente porque a resistência se refere à capacidade de oposição à corrente.
Exercícios:
A IMPEDÂNCIA INDUTIVA
Relação entre tensão e corrente
Podemos deduzir a relação entre a corrente fasorial e a tensão fasorial nos terminais de um indutor admitindo uma corrente senoidal i = Im.sen(ωt + θi) e usando a relação v = L.di/dt para calcular a tensão correspondente:
uma vez que a seno'(u) = cos(u).u' (vide [1]).
Também sabe-se (vide [2]) que cos α = sen(α + 90º), portanto:
Comparando-se os dois termos, para corrente e tensão:
ou:
e, portanto:
Note que, no indutor, a corrente está ATRASADA de 90°, ou π/2, em relação à tensão!!!
Em outras palavras:
Características
A reatância indutiva é uma oposição à corrente e é DIRETAMENTE PROPORCIONAL à taxa de variação da corrente que atravessa o indutor, isto é, diretamente proporcional à frequência ω.
Quanto maior a frequência de oscilação da alimentação do circuito, MAIOR a reatância indutiva!
Se ω→∞ ⇒ XL →∞
Além disto, por ser uma impedância imaginária, ao contrário da resistência, a reatância indutiva NÃO DISSIPA ENERGIA ELÉTRICA (ignorando-se os efeitos da resistência interna do indutor)!
Exercícios:
A IMPEDÂNCIA CAPACITIVA
Relação entre tensão e corrente
Podemos deduzir a relação entre a corrente fasorial e a tensão fasorial nos terminais de um indutor admitindo uma tensão senoidal Vm.sen(ωt + θv) e usando a relação i = C.dv/dt para calcular a tensão correspondente:
uma vez que a * seno'(u) = cos(u).u' (vide [3]) e que cos α = sen(α + 90º).
No formato fasorial:
Ou seja,
No capacitor, a corrente está ADIANTADA de 90°, ou π/2, em relação à tensão!
Mas:
portanto:
Em outras palavras:
Características
A reatância capacitiva é uma oposição à corrente e é INVERSAMENTE PROPORCIONAL à taxa de variação da corrente que atravessa o capacitor, isto é, inversamente proporcional à frequência ω.
Quanto maior a frequência de oscilação da alimentação do circuito, MENOR a reatância indutiva!
Se ω→∞ ⇒ XC →0
Este efeito é bastante explorado no que se chamam capacitores de acoplamento e desacoplamento.
Além disto, por ser uma impedância imaginária, ao contrário da resistência, a reatância capacitiva TAMBÉM NÃO DISSIPA ENERGIA ELÉTRICA (ignorando-se os efeitos da resistência de fuga)!
Exercícios:
TABELA RESUMO
A unidade de todas estas grandezas é o [Ω].
| Elemento de circuito | Impedância | Reatância |
|---|---|---|
| Resistor | R | - |
| Indutor | j |
|
| Capacitor | j |
Diagramas de fasores
Um diagrama fasorial é uma representação de fasores no plano complexo.
Graficamente, as impedâncias e fasores podem ser representados, então, da seguinte forma:
IMPORTANTE!
A impedância total de um circuito, então, será sempre uma soma vetorial dos valores das impedâncias individuais dos elementos do circuito.
Exercícios:
- Problemas para avaliação, pg 239, Nilsson&Riedel.
- Seções 14.3 e 14.4, pgs. 438 e 439, Boylestad.
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