AULA 7 - Eletricidade Básica - FIC

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CARGA HORÁRIA: 5 h

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METODOLOGIA

  • Exposição dialogada dos conteúdos disponíveis, em projetor multimídia.
  • Navegação assistida em outros sites e portais, de conteúdos relacionados.
  • Montagens práticas e desenvolvimento em computador de aplicativos.
  • Testes de verificação e validação.




CIRCUITOS RESISTIVOS CC

Os circuitos compostos de fontes de alimentação e resistores são os mais fáceis de analisar.

Para o estudo adequado de circuitos elétricos, é necessário conhecer-se algumas definições:

  • Nó: É um ponto do circuito comum a dois ou mais elementos. Se três ou mais elementos estão conectados a um nó, tal nó é chamado nó principal ou junção.
  • Ramo: É um “caminho” entre dois nós.
  • Laço: É o caminho fechado em um circuito passando apenas uma vez em cada nó e terminando no nó de partida.
  • Malha: É o laço que não contém nenhum outro laço.
  • Circuito ideal: os elementos que os constituem são ideais e mantém suas características indefinidamente.
    • Resistor ideal: Não varia o valor de sua resistência com a temperatura. Suporta qualquer corrente e tensão.
    • Fonte de tensão ideal: Mantém a tensão nos terminais e é capaz de fornecer qualquer corrente.
    • Fonte de corrente ideal: Mantém a corrente constante e alimenta qualquer circuito com tal corrente.
  • Será considerado que os circuitos estão em regime permanente, ou seja, estão ligados a algum tempo, de modo que todas as correntes e tensões já estão estáveis.
Circserie02.png

Exemplo

Identifique os nós, os ramos, os laços e as malhas do circuito abaixo:

Circserie0.png

CIRCUITOS SÉRIE

Um circuito é dito série quando todos os elementos estão conectados na mesma malha, ou seja, a corrente que flui no circuito é a mesma para todos os elementos, tal como ilustra-se na abaixo.

Circserie1.png
(a) circuito série, (b) circuito que não está em série.

No circuito (a) acima, a corrente que percorre a fonte e os resistores é a mesma! Ou seja, em todos os ramos:

I = I = I = I

Já no circuito (b), a corrente I divide-se no nó b, em I' e I. Ou seja:

I = I' + I"

Normalmente, um circuito série resistivo consistirá de uma fonte de tensão, ligada a uma carga, que poderá ser um ou mais resistores. As cargas da fonte deslocam-se em corrente, alimentam a carga e retornam à fonte.

Circserie9.png


Como já vimos, as resistências em série do circuito podem ser somadas. À soma das resistências chamamos resistência equivalente:

Na figura abaixo, resistência equivalente equivale a associação dos resistores R1 e R2:


Circserie2.png
Resistência equivalente

Para medir as tensões em um circuito série, devemos ligar o voltímetro em paralelo com os resistores:


Circserie11.png


Em um circuito série com n resistências, a resistência equivalente é calculado simplesmente pela somatória de todas as resistências envolvidas:

Req = R1 + R2 + R3 + ... + Rn


Análise de um circuito série

Pela Lei de Ohm:

Circserie4.png
  Vfonte = I.R

Se medirmos as correntes nos resistores, individualmente, verificaremos que a corrente é a mesma:

Circserie6-2.png


A corrente I vai ser a mesma que percorre a malha, mas a resistência R é a combinação de todas as resistências do circuito série. Então, o primeiro passo para se analisar um circuito série que tenha mais de uma resistência, é encontrar a resistência equivalente.

No caso de um circuito série, a resistência equivalente será dada pela soma das resistências individuais.

Medindo as tensões nas resistências, é possível verificar que a tensão da fonte é repartida entre as resistências, ou seja, a soma das quedas de tensão nas resistências é igual à tensão da fonte!

Circserie7.png


Quando as cargas tiverem o mesmo valor, a divisão de tensões será igual, metade para cada uma:


Circserie10.png


Porém, note que, se o circuito estiver aberto, não haverá corrente elétrica e, em decorrência, não haverá nenhuma queda de tensão nos resistores.

Circserie8.png

Isto significa que a tensão medida nos terminais abertos será exatamente a mesma da fonte. Ou seja:

  Se I = 0 →  VR1 = 0, VR2 = 0, ..., VRn = 0  → Vab = V fonte

Isto é o que chamamos de tensão de circuito aberto (em inglês, open circuit), ou Voc.

Exemplo:

Considere o circuito apresentado na Figura abaixo.

Circserie5.png
Exemplo de análise de um circuito série

O primeiro passo é descobrir o valor da resistência equivalente, dada por:

Circserie5-2.png

Agora, é a vez de calcular a corrente de malha do circuito, dada por:

Circserie5-3.png

É possível também calcular-se a queda de tensão em cada um dos resistores! Esta será dada pela aplicação da Lei de Ohm em cada um deles:

Circserie5-4.png

Por fim, podemos determinar qual a potência consumida em cada resistor:


Circserie5-5.png

Um ponto muito interessante é verificar se a potência fornecida pela fonte foi a mesma dada pela soma das potências consumidas pelas resistências:

Circserie5-7.png

Prática

  1. Teste as características de tensão e corrente nos circuitos série apresentados em sala de aula


Fontes Bibliográficas

COMISSÃO TRIPARTITE PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO NO ESTADO DE SÃO PAULO - CPN. Eletricidade Básica - Manual de treinamento curso básico segurança em instalações e serviços com eletricidade - NR 10 . Disponível em: https://portalidea.com.br/cursos/9f2909192195f210d6c6fa89c0894301.pdf

Lemes, Andryos da Silva. APOSTILA DE ELETRICIDADE BÁSICA. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, IFSP - CAMPUS DE PRESIDENTE EPITÁCIO. Disponível em:https://pt.scribd.com/document/280039386/Apostila-Eletricidade-Basica

ROCHA, Helder da. Introdução à Eletrônica para Artistas. Apostila de curso livre. 2017. Disponível em: http://www.argonavis.com.br/cursos/eletronica/IntroducaoEletronicaArtistas.pdf.

SAMBAQUI, ANA BARBARA KNOLSEISEN; TAQUES, BÁRBARA OGLIARI. Apostila de Eletricidade. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS JOINVILLE. Joinville, agosto, 2010. Disponível em: http://wiki.itajai.ifsc.edu.br/images/c/c1/Apostila_de_Eletricidade_IFSC_JOINVILE.pdf

Souza, Giovani Batista. ELETRICIDADE. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - IFSC - CAMPUS ARARANGUÁ. Edição: fev, 2009. Disponível em: https://wiki.sj.ifsc.edu.br/images/e/e6/Aru-2009-Agosto-eletricidade_basica.pdf


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