AULA 9 - Circuitos 2 - Engenharia

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Análise de circuitos CA em regime permanente

Baseado no curso de Circuitos Elétricos I, Prof. Renato Baldini Fo., do Departamento de Comunicações Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, Universidade Estadual de Campinas. Disponível em: [http://www.decom.fee.unicamp.br/~baldini/EA513.htm]

Análise Nodal

Seja o circuito série abaixo.

Circuitocarp01.png

A Relação tensão-corrente será dada por:

V zti.gif

onde Zt é a impedância total do circuito série, vista através dos terminais da fonte, isto é:

V zti2.gif

Assim, a diferença entre circuitos resistivos e fasoriais, é que no segundo, tanto as excitações quanto as respostas são complexas.

Os próximos exemplos comprovam que os métodos de análise nodal e de malhas também podem ser utilizados em circuitos fasoriais.

Exemplo 1:

Circuitocarp2.png

Seja o circuito acima, alimentado por sinal cossenoidal com ω = 2.

Na forma fasorial, o circuito será reescrito como:

Circuitocarp3.png

onde:

Circuitocarp4.png

Assim como seria feito num circuito puramente resistivo, pode-se simplificar o circuito calculando as impedâncias equivalentes dos paralelos:

Circuitocarp5.png

Também como é feito em circuitos resistivos puros, arbitra-se tensões em cada um dos nós e faz-se o somatório das correntes nestes nós, na forma V/Z, quais sejam:

Circuitocarp6.png

e resolve-se estas equações.

A solução através de determinantes seria:

Circuitocarp7.png

Assim como na análise resistiva, uma melhor abordagem seria resolver o circuito por meio de suas admitâncias Y = 1/Z.


Circuitocarp3-2.png

As equações nodais para soma de correntes tornam-se da forma Y.V:

Circuitocarp702.gif


e


Circuitocarp703.gif


Portanto, substituindo-se I em II:

Circuitocarp704.png

Agora, calculando V2, pela substituição de (III) em (II):

Circuitocarp7-5.png

Exemplo 2:

Circuitocarp08.png

Na forma fasorial e já simplificado com as impedâncias resultantes dos paralelos, o circuito será reescrito como:

Circuitocarp9.png


Assim como seria feito num circuito puramente resistivo, substitui-se a fonte dependente por um super-nó:

Circuitocarp10.png

as equações nodais e a solução serão:

Circuitocarp11.png

Análise de Malhas

Assim como num circuito resistivo puro, a análise de malhas pode ser aplicada em um circuito fasorial, simplesmente substituindo as indutâncias e capacitâncias por reatâncias e as tensões e correntes senoidais, por seus respectivos fasores.

Exemplo 3:

Seja o circuito abaixo:

Circuitocarp12-0.png
Circuitocarp12.png

Arbitra-se as correntes I1, I2 e I3 nas malhas:

Circuitocarp013.png

A corrente na terceira malha será dada pelo valor da fonte de corrente de 5A.

As equações das tensões nas malhas, da forma Z.I serão dadas por:

Circuitocarp132.gif

e

Circuitocarp144.gif

Igualando ambas as equações:

Circuitocarp153.gif

Exemplo 4:

Seja o circuito abaixo, contendo fontes de corrente, dependentes e independentes:

Circuitocarp16.png


Arbitra-se as correntes I1, I2 e I3 nas malhas:

Circuitocarp18.png


Exercícios

1) Calcule a tensão de saída Vo utilizando análise nodal, no circuito CA em regime permanente abaixo:

Circcarp20.png


Resposta: V0 = 15.8<18.43 


2) Calcule a tensão Vo utilizando análise de malhas, no circuito CA em regime permanente abaixo:

Circcarp21.png


Resposta:  Solução

3)

Circcarpexerc22.png
Resposta: vf =10cos(3t −90°) =10sen(3t)

4)

Circcarpexerc23.png
Resposta: v = = 24sen(4t) [V]

5)

Circcarpexerc3.png
Resposta: v = 2.82. cos(4t −135º) [V]


Outras técnicas

Além das análises sistemáticas de malhas e de nós, as técnicas básicas de análise de circuitos também podem ser aplicadas a circuitos CA fasoriais, em regime permanente, ou forçado:

Análise de Kirchoff

A análise de Kirchoff consiste em:


  1. identifica-se os N nós do circuito,
  2. identifica-se as M malhas internas do circuito,
  3. atribui-se uma corrente a cada ramo do mesmo,
  4. calcular-se o somatório destas correntes em cada um dos nós e
  5. calcular-se o somatório das tensões em cada malha.

Ou seja, cada circuito irá gerar (N + M) equações, menos (O + P), onde O é o número de correntes conhecidas e P, o número de tensões nos ramos conhecidas.

Exemplo:

Analise o circuito abaixo agora utilizando análise de Kirchoff:

Analcirckirch1.png


Análise de Kirchoff

Teorema de Millmann da substituição de fontes

Teorema do deslocamento de fontes

também se aplicam perfeitamente aos circuitos fasoriais CA.


Exercícios

Resolva os circuitos anteriores pelos métodos de análise de Kirchoff, substituição de fontes e deslocamento de fontes.


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